terça-feira, 24 de agosto de 2010

A morte da Vida.

A morte é a melhor amiga de quem está sofrendo e se vai, e a pior inimiga de quem não pode fazer absolutamente nada e fica. Passamos a nossa vida toda convivendo com alguém, e quando chega a hora de "ir" não temos tempo nem de agradecer o que nos foi dado. Dor injusta e saudade cruel. Algo me dizia que isso aconteceria, mas eu jurei a mim mesma não desanimar. Presenciei a última semana de vida da minha avó. Foi cansativa e dura, mas faria tudo denovo, um milhão de vezes só para vê-la sorrir novamente. Ah aquele sorriso, que apesar de rígido, me fazia um bem tremendo, me aliviava a dor, cobria meu ódio e ponderava minha raiva. Meu tranquilizante. Não existem palavras que descrevam o que eu estou sentindo agora. Eu só sei que daria tudo para poder abraçá-la e dizer o quanto eu a amo e o quanto ela foi/é importante pra mim. A mulher que se tornou a minha mãe apartir do meu primeiro segundo de vida. Ela era a pessoa mais maravilhosa da face da Terra. Todos temos defeitos, claro, mas ela sabia controlá-los perfeitamente, pelo menos comigo. Só estou feliz por saber que seu sofrimento acabou e que agora ela estará realmente descançando. Eu tenho certeza que eu era a vida dela. Ela me escreveu uma carta, no dia 9 desse mês, dizendo o quanto ela me amava e que apesar de qualquer coisa que acontecesse, ela sempre estaria comigo. E eu, mais do que qualquer um, acredito nisso. Não sinto a presença dela, mas sinto a saudade e a saudade é a melhor e maior forma de saber que o passado valeu a pena. Minha avó não está comigo em osso, mas está em espírito. E se eu não a sinto, é porque ela não quer isso e porque se entregou de braços abertos à um caminho bom; o de Jesus Cristo.
Sua jornada na Terra foi cumprida e ela saiu daqui para ficar em nossos corações. Eu jamais irei esquecê-la, afinal ela era/é a minha MÃE ! Vó, obrigada por tudo, Vida.

Nenhum comentário:

Postar um comentário